Dom Duarte é Confrade do Mar

 
 

No jantar do 2º aniversário da Confraria Marítima de Portugal, realizado ontem na Messe da Marinha em Cascais, foram entronizados 12 novos confrades, entre os quais D. Duarte, Duque de Bragança, pela sua carreira de defensor da causa marítima e da sustentabilidade, o prof. Carvalho Rodrigues pelo dinamismo que tem imprimido à marinha do Tejo e à exposição mediática das embarcações típicas do Tejo, o almirante Boça Dionísio, director do Museu da Marinha, Bruno de Freitas, presidente dos Portos da Madeira, Luís Miguel Correia, conhecido historiador, fotógrafo e autor do blogue mais conhecido sobre o mar (Ships and the Sea, com um milhão e meio de visitas). Foram também criadas duas novas categorias: senhoras, a dra. Margarida Duarte, e estudantes, Manuel Arriaga, que tira engenharia naval no IST.

O presidente da confraria, almirante Alexandre Fonseca, agradeceu a colaboração e as palavras aos padrinhos dos novos confrades, historiou a actividade nestes dois anos, e as principais intervenções da CMP junto dos portos, marinas, armadores, instituições e outras empresas e associações do universo marítimo, e lembrou que o próximo desafio é a organização da XXVI assembleia geral das confrarias internacionais, de 19 a 24 de Setembro em Cascais.

Depois do excelente jantar, o comandante Proença Mendes, que comandou a viagem de circum-navegação do nosso navio-escola de 19 de Janeiro a 24 de Dezembro de 2010, para marcar presença portuguesa nos festejos de 500 anos de independências de algumas repúblicas sul-americanas amigas, destacando o calor como as populações de Buenos Aires, Valparaíso e Punta Arenas receberam a Sagres. Registaram-se nestes portos mais de 25 mil visitas por dia, de um total de 300 mil durante os 70 dias de “open-ship”.

Disse o comandante Proença Mendes que encarou esta viagem com quatro grandes objectivos: participar nas regatas e desfiles com o brio e pundonor próprio da marinha portuguesa; dar instrução de navegação e marinharia aos mais altos padrões, aos cadetes que embarcaram de San Diego a Shangai; reforçar a acção diplomática, em colaboração com os embaixadores de Portugal ao longo da rota, atestando o papel preponderante de Portugal nas mais movimentadas rotas oceânicas; e aproximando as comunidades portuguesas da diáspora a um dos mais fortes e inequívocos símbolos da Pátria, a sua Marinha.

Aos embaixadores pediu sempre resultados: uma média de 200 convidados VIP por recepção a bordo, entre os quais a Princesa Imperial do Japão, vários Presidentes, escritores, intelectuais, cientistas e empresários dos países visitados; e uns 20/40 jornalistas nas conferências de imprensa a bordo. É assim que se desenvolve hoje a acção diplomática, elevando a hospitalidade lusa in loco, à volta do mundo, com a ajuda dos vinhos, produtos e utensílios made in Portugal. A missão da Sagres foi um grande sucesso nas áreas: desportiva, técnica, diplomática, promocional e cultural. E a CMP cumpriu mais uma vez o seu dever de unir, esclarecer e motivar os confrades e convidados.
 
Por Humberto Ferreira
Publituris

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