Visita oficial a Oliveira S. Pedro (Correio do Minho)




POPULAÇÃO ELOGIOU SIMPATIA E SIMPLICIDADE DO DUQUE

A população de Oliveira São Pedro participou activamente nesta visita oficial de D. Duarte, Duque de Bragança, à freguesia.

O pretendente ao trono português foi bastante aplaudido e as pessoas elogiaram-lhe a simplicidade e simpatia. O dia de ontem fica gravado na história desta terra bracarense.

 

Oliveira S. Pedro é um exemplo para o país

O pretendente ao trono português. D. Duarte, Duque de Bragança, elogiou ontem a valorização que a freguesia de Oliveira S. Pedro está a fazer da sua história e património. “É um bom exemplo para o país”, disse, no decorrer de uma visita oficial à localidade.

 

Recebido com aplausos da população e a actuação da Banda Marcial de Arnoso, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, elogiou ontem o esforço que tem sido levado a cabo pela freguesia de Oliveira São Pedro na valorização e preservação do seu património e da sua história.

“As terras que em Portugal souberem aproveitar a sua história e a sua paisagem e preservar a sua cultura são as que têm futuro. As terras e os países onde esses valores são esquecidos têm tendência a desaparecer”, referiu D. Duarte, que esteve em visita oficial à freguesia de Oliveira São Pedro, em Braga.

Deslumbrado com o amor que a população devota pela sua terra, o Duque de Bragança inaugurou uma réplica dos Marcos da Casa de Bragança que em tempos existiram na localidade.

A Junta de Freguesia de Oliveira São Pedro fez um levantamento dos locais de onde desapareceram marcos e resolveu mandar fazer réplicas para os substituir.

Estes marcos testemunham as delimitações de senhoria da Casa de Bragança, sendo visível numa das suas faces o escudo e as cinco quinas sobre a letra B de Bragança.

Ao longo dos anos os marcos originais foram desaparecendo, como explicou o tesoureiro da junta, André Faria, aos jornalistas à margem da cerimónia oficial de ontem.

Património da história de Oliveira São Pedro, dois desses marcos originais já foram recuperados pela junta, com a colaboração das pessoas que os tinham em seu poder.

“Há outros marcos aos quais se perdeu o rasto e que devem estar a enfeitar jardins em propriedades privadas”, sugere o autarca, apelando a que quem tem os marcos os de volta à freguesia. “Ou quem souber onde eles estão que nos diga para nós investigarmos se são os marcos originais ou não”, apela.

Foram identificados nove locais de onde desapareceram os marcos. Um desses locais fica na extremidade da freguesia com Guisande, que foi precisamente onde D. Duarte Pio inaugurou ontem a réplica.

As réplicas, em granito, foram esculpidas por um artista da terra, Marcelino Bezerra. Foi também ele o autor de uma réplica mais pequena que foi oferecida a D. Duarte.

Nesta visita, o Duque de Bragança ficou ainda a conhecer o Penedo das Letras, local onde a 6 de Dezembro de 1832 esteve o seu bisavô, D. Miguel I, como testemunha uma inscrição no local. O Duque de Bragança (que pernoitou no Hotel Alves, em Penso S. Vicente), visitou ainda a capela de S. Bento, o padroeiro de Oliveira S. Pedro, e participou num almoço em sua honra.

 

D. Duarte: “alguém tem de ir para a prisão”

O pretendente ao trono português, D. Duarte Pio defende que “alguém tem de ir para a prisão “porque o país foi assaltado, roubado, violentado”.

Respondendo aos jornalistas que lhe pediram um comentário à actual situação do país, o Duque de Bragança lembrou que há muitos anos que defende que os investimentos públicos devem ser feitos em obras que sejam produtivas, que produzam riqueza para o país, que possam produzir produtos para aumentar as exportações e também em obras de interesse imediato para as necessidades das pessoas, como a saúde pública e a educação. “Sempre combati auto-estradas em exageros, campos de futebol Expo’s e toda a espécie de desperdício de dinheiros públicos. E sempre me criticaram por combatê-los, diziam que eu era retrogado e contra o progresso”, recordou D. Duarte Pio, acrescentando que “era óbvio. Não era preciso ser um grande economista para perceber que não se pode gastar mais do que aquilo que se tem, qualquer dona de casa percebe isso muito bem”.

E questiona: “os nossos cérebros não foram capazes de perceber isso? Perceberam, mas não ligaram e enquanto houve dinheiro para gastar, gastaram. Porque havia sempre quem beneficiava com isso politicamente ou até de maneiras mais graves”.

O Duque de Bragança aponta ainda o dedo aos bancos, alertando as pessoas para escolherem muito bem a entidade em quem confiam as suas poupanças.

In: Correio do Minho

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